XIII Encontro Nacional da Associação
Brasileira de Psicologia Social, Belo Horizonte,
Mesa-redonda: As Modalidades do Ambientalismo e sua Dinâmica de Transformação
Abordamos a diversidade no movimento ambientalista, que se manifesta pela origem social, percepção, afetividade, discurso, rituais, símbolos, ações individuais e participação política de grupos humanos em sua relação com os recursos naturais e padrões de interação com outros grupos sociais que de alguma forma relacionam-se com esse ambiente ou com disputa sobre este.
Eric Calderoni revisa casos de conflito ambiental, analisando as modalidades de consciência neles envolvidas, concluindo que a luta por recursos naturais frequentemente não envolve uma consciência ecológica ampla. ONGs e outros agentes são necessários para articulação entre local e (trans)nacional, mediando a construção da identidade ambientalista, abstraindo a luta por conquistas específicas em lutas por políticas gerais.
Marivete Gesser mostra uma concepção histórico-cultural de subjetividade, na qual Homem e meio ambiente são duas categorias indissociáveis e se constituem em um processo dialético, sendo necessário entende-las em sua relação. Conclui que não basta preocupação com o meio ambiente, sendo necessário também levar em conta o homem que nele se constitui e a importância da afetividade no processo de preservação ambiental.
Débora Maciel apresenta texto em
co-autoria com Valeriano Costa e Angela Alonso que analisa
as dimensões políticas e simbólicas do processo de formação do movimento ambientalista
brasileiro, a partir da síntese conceitual das teorias do Processo Político e
dos Frames da ação coletiva. Com base nessa
abordagem, os autores argumentam que estratégias de mobilização política e significados
atribuídos aos problemas ambientais variaram conforme os ativistas interagiram
com três diferentes conjunturas: a
Redemocratização, a Constituinte e a Rio-92.